quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013




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ano 1 contorce a própria estrutura, voltando às origens e republicando
tudo de novo, desde o ano 2001 até o último publicado em dezembro de 2012.
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poesia - joão de abreu borges
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O poeta

No canto da boca,
o lado direito do cérebro
deixa escorrer a saliva
suando em nudez os versos.

Na ponta da língua,
o lado esquerdo do peito
mantém os lábios
lembrando do beijo e lutando.

No punho, um grito!
No sonho, um canto:
a sensação de que tudo
poderia mudar em um minuto,
se o pensamento e o coração
igualmente avançassem
sem tumulto!
 
 
DIFERENÇA LÓGICA ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE

NOVOS BAIANOS

CARTAS DATADAS DE 1898 - PUBLICADAS EM 1913 

 
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prosa - joão de abreu borges
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O violinista e o mar

Por que as nuvens não alteraram seu percurso, quando ele ergueu os olhos em busca de uma respiração profunda?

Por que o nível da areia permanecia o mesmo, enquanto seus pés construíam castelos de vento na polaridade de cada passo?

O fato é que as ondas que traziam para a terra todo o cântico do horizonte marítimo, agora também levavam ondas musicais, quando retornavam aos braços líquidos do infinito.

Algas ergueram-se à terra e permitiam-se aos dedos do violinista. Tentáculos de polvos contraíam-se a cada toque de ponta de dedo do músico.

O olho esquerdo, que transfigurava o mundo em acordes bachianos, aninhava pupilas recém chegadas do fundo das ostras.

O olho direito ordenhava a fúria dos terremotos, perdoava a injúria dos temporais, acalmava a ira dos tubarões e desenhava um sol em cada cascalho de traineira que passava.

Justificando mesmo o fato da Terra ser redonda e girar em torno de si própria, várias vezes antes de completar seu círculo de veneração ao Sol, o violino criava um som redemoinho que desestabilizava todo e qualquer conceito úmido de espaço e tempo.

Não fosse o violonista cego, e mesmo assim conseguisse ver pelos olhos do mar.
Não soubesse o mar falar, e mesmo assim argüia sílabas pela boca daqueles que o aprenderam a escutar. 


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Homenagem - Confúcio

Uma vez perguntaram a Confúcio: “O que o surpreende mais na humanidade?” Confúcio respondeu: “Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido...”

                                         . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .




VIRAR PÁGINAS É ABRIR O ESPÍRITO!
LER É AVANÇAR NO INFINITO DO SER!

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